Ao amigo Robespierre. Mais um grand cardiologista querido nos deixa de forma inesperada e precoce.



*A REALIDADE DE HOJE*


Casas grandes, pequenas famílias.

Mais diplomas, menos senso comum.

Medicina avançada, saúde precária.

Conhece-se o mundo, desconhecem-se os vizinhos.

Alto rendimento, menos paz de Espírito.

Muito conhecimento, menos sabedoria.

Agendas lotadas, nada de amor.

Tantos amigos virtuais, nenhum amigo real.

Muitos humanos, menos humanidade.

Relógios caros, não há tempo.


Para onde vai a vida?...


Para onde vamos nós?...


Pense nisso...


Esse texto acima ele havia me mandado dias antes ...
Dr. Marconi

Mais um amigo querido nos deixa de forma inesperada e precoce. Robespierre Ribeiro foi um grande cardiologista que descobri durante a pós-graduação e fizemos juntos os projetos de mestrado e doutorado quando nos tornamos grandes amigos. Na última década se tornou um grande epidemiologista, especialista em fatores de risco cardiovascular com foco na abordagem ainda na infância e na saúde escolar além de empenhado no ensino da medicina baseada em evidências. Apaixonado pela vida, pelas duas filhas, pelo neto recente, pela medicina, pela ciência e por viagens exóticas que compartilhava com os amigos em tempo real em centenas de fotos e relatos ao vivo. Há poucas semanas conversamos sobre seu projeto de publicar um livro médico. Estudioso dedicado, especialista em fator de risco cardiovascular, se cuidava de forma exemplar e num desses paradoxos da estatística foi fulminado pelo tema que se dedicava após uma sessão de natação. Triste perda e orgulho do privelégio de ter sido seu amigo.

Reynaldo Oliveira
4 de setembro às 23:32 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·


Ao amigo Robespierre,

Sabedoria das incertezas

Quanto significado no nome!
Robespierre! Robes! Seria Hobbes!?
Anarquista demais para ser Hobbes....
Força paterna da razão, da revolução!
Revolução interna.
Corações acelerados, ávidos...
Pai e filho.
Admiração em mão dupla.
Perguntas sem fim....
Nietzsche até tentou.
Mas razão sem o véu sutil é sinal de confusão!
Admiração pela confusão! Pelo contraditório! Pela hipótese nula!
Na tentativa da primeira cura, a cardiologia...
Mais uma vez os corações de volta.
Caminhar para as origens, para as relevâncias materiais!
Tentativa de materializar o imaterial!
Luta inglória!
Caso de amor com os números, com a matemática mágica!
Hiperatividade, inquietação.
Caso de amor com as pessoas, com gente, com gentes....
Onde está a resposta? Qual o caminho?
Mas a bússola estava quebrada desde o nascimento...
Era preciso percorrer todos os caminhos.
O mundo se tornou pequeno.
Os objetos do mundo em casa! Vê-los, tocá-los!
Sensações imateriais ainda materiais, insuficientes....
Inquietação sempre presente.
Mas aquilo que não conseguia ou não sabia ver crescia em silêncio....
Sem levantar escândalo.
O coração mais uma vez, corações...
Legado de amor, amores, filhos, amigos....
Neto ou neta?
Não sei.
Ancestralidade novamente.
Mas quis o destino, com suas razões ocultas, mostrar algo novo.
Na razão das probabilidades, o improvável, o imprevisível, o súbito!
Sabedoria das incertezas....
" a gente morre para provar que viveu"
Frase de médico escritor.
E mais uma vez a racionalidade quis mostrar sua cara.
" A gente morre para provar que não tem razão"
Ele de novo, o mesmo. Sabe das coisas...e também não sabe....
Amigo, o que você irá descobrir daqui para frente?
Existe intervalo de confiança.
Confirmo ou rechaço?
Sim...
Há significância além do horizonte de eventos!
Confie, amigo, você não vai ter a resposta, mas irá senti-la...
E isso sim fará sentido!
Que assim seja!

Dr. Marconi

Ex-presidente de SMEXE



Autor / Fonte:Dr. Marconi, Facebook