ESTEROIDES ANABÓLICOS ANDROGÊNICOS NÃO INDUZEM HIPERTROFIA MUSCULAR EM RATOS JOVENS EUGONADAIS SUBMETIDOS A TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE EM ESTEIRA ROLANTE

Resumo
ROBERT-PIRES, C. M.; DE AGOSTINI, G. G.; SALVINI, T.; BALDISSSERA, V.; PEREZ, S. E. A. Esteroides anabólicos androgênicos não induzem hipertrofia muscular em ratos jovens eugonadais submetidos a treinamento intervalado de alta intensidade em esteira rolante. Brazilian Journal of Biomotricity. v. 7, n. 2, p. 100-108, 2013.Esteroides anabólicos androgênicos (EAA) têm sido amplamente utilizados com finalidades de melhora de performance desportiva, assim como para aumento pronunciado da massa muscular. No entanto, os estudos com humanos e animais ainda não apontam de forma consistente para esse efeito miotrófico e de aumento de força por parte dos EAA. O presente estudo foi conduzido com o objetivo de verificar o efeito da administração de EAA sobre a área das fibras do músculo sóleo de ratos jovens, submetidos ou não ao treinamento físico. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos experimentais: sedentários controle (SC), sedentários+EAA (SE), treinados controle (TC) e treinados+EAA (TE). O protocolo de treinamento consistiu de 12 semanas de corrida intervalada em esteira rolante, com velocidade de 30m/min., 20% de inclinação e sobrecarga de 20% do peso corporal, 5 dias/semana. A droga utilizada foi o decanoato de nandrolona (Deca-Durabolin), em doses de 5 mg/Kg/semana, num total de 9 injeções intramusculares. Não houve diferenças significativas nos valores médios das áreas das fibras do músculo sóleo entre os quatro grupos experimentais. Apesar do exercício não ter promovido hipertrofia, a administração de EAA em doses suprafisiológicas também não foi eficaz para induzir hipertrofia adicional no grupo TE. Da mesma forma, o grupo SE não apresentou diferença significativa em relação ao grupo SC. Estes resultados sugerem que EAA não induzem hipertrofia em músculos sóleo de ratos jovens, provavelmente em função do perfil de treinamento adotado, bem como pela natureza diferenciada da sensibilidade dos diferentes músculos esqueléticos aos andrógenos. Palavras-Chaves: Esteroides anabolizantes, hipertrofia, nandrolona


Autor / Fonte:Cássio Mascarenhas Robert-Pires, Guilherme Goulart De Agostini, Tânia Salvini, Vilmar Baldisssera, Sérgio Eduardo De Andrade Perez. Brazilian Journal of Biomotricity. v. 7, n. 2, p. 100-108, 2013.
Link: http://www.brjb.com.br/files/brjb_203_7201306_id1.pdf